E antes de dormir vou dar uma conferida nas manchetes e eis o que eu encontro:
- Duda Mendonça é detido em rinha de galo no Rio
- Ibope mostra Serra à frente de Marta em SP
- TRE mantém multa a Lula
- Olhos de Lula são muito desenvolvidos
Boa noite, se você não tiver uma estrelinha na camiseta.

O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), iniciará o próximo mandato com um aumento salarial de 59%, que será extensivo ao seu secretariado. O subsídio, hoje fixado em R$ 10 mil, pode passar para R$ 15,9 mil. Com o reajuste, a previsão é de que o chefe do Executivo na capital receba mais do que o governador do Estado. O salário de Aécio Neves (PSDB) é de R$ 10,5 mil. Os vereadores belo-horizontinos também lucram com o aumento e entrarão em 2005 com um vencimento de R$ 7.155.
O aumento do salário do prefeito tornou-se um tabu na Câmara Municipal. Nenhum vereador toca no assunto. E quando resolvem discuti-lo, o fazem às escondidas. Da mesma forma como permitiram que a proposta fosse aprovada em plenário. Embutido no projeto de lei que autoriza o reajuste do subsídio dos parlamentares, o aumento foi votado sem alarde, às vésperas do início da campanha eleitoral.
A mesa-diretora da Câmara, encabeçada pelo vereador Betinho Duarte (PMDB), foi autora da proposta, promulgada pelo próprio Betinho em 3 de agosto último. Sem fazer menção diretamente ao aumento salarial do prefeito e seu secretariado, o projeto tramitou sem causar polêmica. Para fazer a relação, é preciso ler nas entrelinhas. A Procuradoria da Câmara informa que o texto deveria ter sido mais claro. “O salário do prefeito deveria ter sido fixado de forma mais clara”, admite o procurador Roberto Paciarelli.