
Porto Alegre, noite quente. Abafada.
Depois de algumas doses de vodka, seria fácil colocar a cabeça no travesseiro e dormir. Mas não é.
Janela aberta, a cidade descortinada. Céu nublado. Pensamentos idem. Estado de sonolência, dormência, onde estou?
O céu está pesado, mas de repente as nuvens se abrem e no céu aparece uma estrelinha. Fixo-me nela: azul, prateada, vermelha... muda de cor.
Corte / Um ruído áspero entra no ambiente. Saio do transe estelar e me levanto na escuridão. Acendo a luz. Não me reconheço neste corpo nú: magro e tatuado. Ando na direção do som áspero.
Digo: "Alô!". Ouço meu nome em meio a outras palavras. Não entendo. Não pode ser. Quem é?
Não era ela. Era a estrelinha. De longe, muito longe, queria saber como eu estava. Emoção! ! !
Conto como transcorreram meus últimos dias. Meu último dia, dia no qual já havia falado nela. Conto sobre as minhas últimas horas.
Ela me ouve e me suporta. Fortalece-me. Compartilha a sua visão dos fatos.
Eu me preocupo com a sua rotina. Quero saber sobre seus planos. Sobre como ela está...
Ela diz que nesse momento estaria ao meu lado. Pegaria a minha mão. Estaria comigo.
E ela está. Estou vendo-a agora. A estrelinha brilha novamente no céu. Explodo em meio das emoções.
Obrigado minha estrelinha. Penso sempre em você.
VOCÊ PODE ESTAR DISTANTE SEM DEIXAR DE ESTAR PERTO

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