O sol do novo ano acaba de nascer. Seus raios de energia me alcançam na areia. O cheiro da água do mar e as partículas brilhantes da areia impregnam o meu corpo.
As primeiras pessoas que chegam na praia me olham com estranheza. Não pretendo mais parecer impecável na frente de ninguém. Essa tarefa é desgastante por ser desnecessária. O que as pessoas pensam de mim é problema delas.
Hoje eu não sou o que as pessoas pensam que eu sou; e nem mesmo sou o que eu mesmo penso ser. Percebi que hoje sou verdadeiramente apenas o que eu sinto.
É necessário coragem para ser autêntico com os seus sentimentos. A coragem vindo em primeiro lugar faz todo o resto acontecer sucessivamente. Ser assertivo é ser corajoso na essência.
Sinto-me sozinho. O sentimento de solidão me dá a consciência da minha individualidade.
Aceitar a individualidade leva inicialmente a uma ruptura com a natural encenação que fazemos para sermos mais bem aceitos socialmente. Mas, logo em seguida, a aceitação da nossa individualidade passa pela "ponte estreita e sem corrimãos" do reconhecimento da nossa falibilidade e do entendimento do fato que nós é que atraímos os nossos conflitos e dificuldades.
Aceitar a individualidade é antes de mais nada olhar para dentro de si e não buscar as soluções do lado de fora. É o fim da prepotência e da irresponsabilidade.
As partículas prateadas da areia em meu corpo brilham mais fortes ao refletirem esse amanhecer que se consolida.
Um pequeno raio luminoso brilha dentro de mim agora. Não é necessária muita luz para dissipar a escuridão.
Esse pequeno raio luminoso vem do meu coração, e é um raiozinho de Amor.
O Amor é o único atrator que pode dar ordem ao caos da minha existência.
Neste Ano Novo eu vou dar uma nova chance ao Amor.

Rubino, cuidado ao "não pretender mais parecer impecável na frente de ninguém", logo, logo vais sair de calça de moletom na rua...daí é o fim...
Como leitor assíduo do mondo vr gostaria de desejar-lhe um feliz 2005 e que as dificuldades encontradas em 2004 tenham sido degraus da escada que o levará ao auto conhecimento, tão desejado por todos nós.
Costumo dizer que a ignorância é uma dádiva, pois ao escolhermos "conhecer" entramos numa viagem só de volta...e tome enrredo do matrix...
Desculpe... onde estou com a cabeça?! A viagem é só de ida... ressacado reveillon
bah! estou andando de calça de moleton na rua...
Escrevi isso no dia 1 do ano de 2005. E em trezentos e cinquenta e nove dias depois... conheco a Lú, em SP, ainda no ano de 2005...
Bem sabia eu que "Neste Ano Novo eu iria dar uma nova chance ao Amor"!!!