Em tão pouco tempo, uma caminhada tão longa: do dia 12 de Março (Garapiá) até hoje, 19 de Junho (Psywalker) são pouco mais do que três meses. E tanta coisa já vivida com a Psytrance Nation... Tantas festas que eu toquei... Tantos amigos novos... Tudo em uma velocidade impressionante... Que caminhada!
Este fim de semana foi da Psywalker. Uma festa diferente das demais, mas com o gostinho da primeira, a de Garapiá...

Os produtores Calliari e Sabrina Flow tem uma certa mística nas suas festas, sei lá. Só sei que é diferente. A galera chamou a festa de "Roots". Até eu estava de "RubisRoots": pulseira de sementes (presente da Danizinha) e colar "Filtro dos Sonhos" (presente da Thaís). E acampado! Rubino acampando depois de uns 15 anos! Com a sua legendária barraca, que suas estórias vão render um artigo em breve... Mas até que nem tão RubisRoots assim: os aposentos rubinescos receberam um confortável colchão inflável.
Carregar a Astro-o-nave com todos os apetrechos de sobrevivência de 24hs no camping foi uma lenda (ai ai ai... imaginem para a Trancedence!). 40 kms de estrada depois, com muita atenção no mapa para eu não me perder (adoro ir para as festas psy, sempre super escondidas), chego no local: Linnnndoooo!!! Uma floresta lisérgica bem ao lado do Guaíba, em "Itapohan"... O chão era de areia (!) e as árvores baixas, com bastantes galhos entrelaçados fazendo quase um teto de cobertura, de onde se despreendiam "Barbas de Pau", que é uma espécie vegetal abundante naquele lugar. Fazia um ambiente muito lindo, ao mesmo tempo lisérgico e assustador... Ah! E com mosquitos. Muitos mosquitos...
O local do chill out estava Perfeito: de frente para a lagoa, e o som da pista principal não vazava para lá! Uma super tenda, em volta uns panos, e no chão muitos colchões, tapetes, almofadas... tudo como tem que ser!
O palco principal estava muito bem posicionado também, em baixo de uma super árvore, quase um "Ent", e sobre umas raízes enormes. "Deve ser porisso que essa festa é roots" - pensei. Havia raízes por todos os lados.
Depois de reconhecer a área tratei de montar a minha barraca, junto às demais, num agrupamento que chamamos de "psy-Cohab". Eh eh eh.
Escureceu. Apagamos as luzes e era só a Lua Cheia a nos iluminar sob os galhos das árvores. Lembrei-me do bolo do níver. Fui lá pegar na Astra-o-nave, e foi outra festa. Bolo com Catú 2, Dupla Maioridade, A Missão! A galera da psy-Cohab delirou, e cantaram até Parabéns para o Rubis!
A partir daí o entrosamento entre as pessoas foi aumentando. Uma alegria forte reinava no grupo. Falamos tantas coisas, tantas idéias legais, que como vieram num insight se perderam num lapso de memória: serviam apenas para iluminar aqueles momentos, para fazê-los tão intensos quanto possível. Impossível narrar e lembrar tudas as coisas intensas que aconteceram naquela noite!
Começou a chuviscar. No início fraco e depois apertou. A galera nem se importava, niguém se escondeu ou foi para as barracas. Festival roots tem que ter chuva, pô!!!
Vou até o chillas ver a situação. O Roma estava fazendo um som,e eu comecei a deixar o equipamento do meu Live ligado, pois me agendaram para entrar as 11:11 hs da noite, e já deviam ser umas 10 hs... Por que me agendaram para esse horário? Eh eh eh!!! Naquela escuridão não se acha nada: cadê a luz 110 V? "Não tem 110 V" - diz o Roma. "Ok" - responde o centrado "budha Rubis". Voltei para a psy-Cohab sem poder tocar. Meu amigo Peteman me liga para dar os parabéns, exatamente às... (sim você sabe, pode falar...), às 11:11 da noite!
De repente um som do main floor: começa a função! Fabs nos CDJs!!! Toda a galera urra. As pessoas começam a chegar, mais e mais... "Como elas conseguiram achar esse esconderijo, de noite?" - rumino eu... A festa começa a bombar. E a chuvinha caindo. A Thaís me manda um torpedo perguntando se estava chovendo. Eu respondi que a festa estava um "Jardim do Eden". Ela disse que estava chegando.
Vou lá pelas duas horas da madrugada para o chillas e curto o som indiano da Pat e o dub do Punkah! Converso com Renatinho. Volto para o main-floor. Volto para a psy-cohab. Entro na barraca. Deitado no colchão inflável e com a cabeça na direção do sound system, parecia que o som estava dentro da barraca. Como é legal ouvir psy bem alto! Fiquei horas assim: meio dormindo, meio meditando, ouvindo psy no último volume dentro da barraca. Momentos onde o pensamento parou, e eu fui além.
Lá pelas 6 da noite/manhã volto para a pista para o melhor da festa: o nascer do dia. O live do Sequipa atrasou um pouco e finalmente o Calli entra. O cara estava feliz com o sucesso da festa e com a energia das pessoas. Ele me disse: "As coisas aqui são diferentes. As pessoas vem na Psywalker e se entregam à natureza e aos bons pensamentos". Fico pensando sobre isso e sinto que é verdade: uma festa com "muita" gente, sem a presença de seguranças, sem brigas, stress, com uma certa consciência ecológica (sim jogaram alguns papéis e garrafas no chão...)... Enfim, uma Celebração maravilhosa. E o Calli ataca em seu estilo psytrance meio progressivo, meio dub, meio "sei lá", mas muito muito bom de se dançar de manhã.
A partir daí com a luz do dia, deu para perceber a lindeza do lugar e das pessoas. Como sempre as pessoas que não precisavam estar alí já tinham ido embora e só ficou a velha e boa psytrance nation. Muito papo, sorrisos, apertos de mão, dança e alegria. Fiquei alternando entre as bases da pista principal, do chill out, da Astra-o-nave, da barraca e do bar. Tudo longe. Tudo em meio da floresta! "Hoje é festa, na floresta" - lembrei de uma música do Lobão.
O Roma fecha seu set com um remix do Raul Seixas, da música "Como vovó já dizia", deixando a galera com gosto de quero mais.
As onze da manhã volto para o chillas, carregando (dinovú) todo o meu equipamento. E.... nada... não rolou o 110 V. O Lobatox assume os CDJs e eu me limito a uma participação discreta com o GrooveBox, pois não foi possível ligar o teclado Ozone e o Notebook. Falem comigo: "Live Act é assim". Vou ter que comprar um transformador para as próximas apresentações, fazendo algo que seria função da produção da festa, que é suprir o palco de tomadas e energia elétrica correta e estabilizada. Aproveito o "ócio" para fazer umas imagens de video, tiro umas fotos, e... toco a voltar com todo o equipamento para o carro, e dali para a psy-cohab. Quantas caminhadas. Devo ter feito uma meia maratona hoje!
Descanso, durmo abaixo de 130 decibéis, e acordo com fome. Como um sanduba e uma barrinha de cereal do barzinho e volto para a pista. O Lobatox me dá de presente de aniverário um filtro dos sonhos que ele mesmo confeccionou. Só nessa hora vejo a Thaís. Ela me disse: "Isso aqui para mim foi a Sleepwalker, dormi das duas da manhã até agora no carro". "Sei, sei..." - disse eu, censurando-a e reclamando de sua ausência na festa. Peguei a filmadora para fazer algumas imagens suas.
O som se encerra às 14:30 hs. A galera desce para o chill out. Ambiente acolhedor. Todos os psywalkers deitados, curtindo sons etéreos. Hora de descansar, conversar mais um pouco e começar a se despedir.
Antes disso vou desarmar a minha barraca, desinflar e guardar o colchão (impossível recolocá-lo na embalagem original). Os mosquitos atacam novamente (esse é o horário deles) dessa vez atingindo duramente o meu cocoruto. Realmente a expressão "aeroporto de mosquito" tem fundamento... Levo quase uma hora nessa função de andar para o carro e desmontar as coisas.
Tudo pronto, e... volto para a integração do chillas. Não consigo sair. Fico lá, até as 05 da tarde. Respiro fundo, dou um "tchau geral" e vou embora. Mas não antes de ir conhecer a "Love", a tartaruga que a Danizinha achou no meio da pista de dança! Ah ah ah! Vai dizer onde mais isso seria possível? Só numa festa psy mesmo...
Foram muitas andanças nesse fim de semana. Foi muito longa a caminhada nesses três meses. A festa de hoje teve um nome apropriado: Psywalker. "A caminhada do psy" ou "o caminhante do psy". E ainda por cima, bem na data do meu aniversário. Nada é por acaso, não é? Vamos continuar andando, indo além!
Psywalker, keep walking!

Velhooo... do caralhuuu isso ae
em algumas boas palavras vc descreveu o sentimento bom q rola entre agente.. mta paz, amor e sem stress..
é nois velho..
q venha mais e mais psyalguma coisa...
Psy change the life People
Ate..
Nossa!!! sem palavras!! as amizades que o kra faz nessas festas são mt afude!!! galera mt loka!!! curti horrores!! só aquele drum bass no final q naum tava legal, o kra podia t acelerado! mas valeu!
IN MY DEFENSE: em decorrência de uma árdua semana de estudos, foram 8 horas de sono: das 5h às 13h! E corrigindo.. PSY SLEEPER, não PSYWALKER! hahahahahaha...
Amado... que maravilhoso presente de aniversário hein?! Sem palavras pra essa festa que, mais uma vez, transformou nossa vida cotidiana, em algo quase irreal, nos levou pra um mundo onde a união entre as pessoas é tão bonita que quase desacreditamos, não é verdade?
Da teoria à prática. Meu olhar de aspirante a antropóloga se perdeu maravilhado em meio àquela natureza lindamente macabra... Vivenciei mais uma vez tudo que sempre digo pras pessoas "do que é as nossas festas", e agora... discorrido academicamente! Hahaha..
Tua companhia, como sempre, maravilhosa, acrescentadora, iluminada, conectada!
Bons sonhos, meu amigo! Durma com as corujas!
Sem comentários , a festa como vc falou estava roots mesmo , um legítimo PSY em meio a natureza !!!! Muito boa mesmo !!!!
Sim, uma nova onda etá chegando,
as pessoas estão mudando,
unindo o passado com o nosso futuro,
cada vez mais presente.
Esta festa serviu para mostrar que tudo respira, e que cada um tem um grande poder, muitas vezes, não descobertos e que, se mal usados, podem surtir efeitos até contra o próprio feiticeiro.
Que este tipo de "primitivenaturalparty" aconteça cada vez mais,
sem problemas, sem briga,
sob controle e com muita paz.
Que com elas, possamos provar que não sabemos tudo, nunca e sempre podemos entender mais um pouco, nunca estamos sozinhos.
Obrigado a todos os seres elementais eletrônicos que contribuiram para a construção de um local energético maravilhoso, tudoaomesmotempoagora...
Acredito que podemos chegar a uma espécie de revolução baseada na positividade e amizade, essas festas são uma prova de que esta força existe, cada vez maior, vibrante e emocionante.
Quanto ao SOM...hummmmm, impecável
Eu fui literalmente para o " O caminho das líbelulas Felizes 2" também acampei e praticamente revivi o Garapiá. O lugar era simplesmnete fantástico, a vib da galera era sem explicação.
Mas a coisa mais mágica que aconteceu - que só poderia ter sido comigo mesmo - foi que achei uma tartaruguinha, filhote, no meio do lodo, da lama, da galera dançando em cima...não me perguntem como, mas achei e salvei a lindinha. É claro que eu e o pai dela ( meu namors B ) demos um nome, nada mais e nada menos que LOVE GOA.
Pois então... a magia da vida ta aí...
Rubis...te adoro
A foto da LOVE turtle já está no MondoVR assim como todas as demais!!! Veja a turtle no link abaixo:
http://fotoblog.reticencias.com.br/details.php?image_id=670
a festa tava muito massa ,mas o foda e a presenca de grupinhos facistas tipo skinheads...
odeio esse tipo de gente