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Mais um fim de semana psy na vida de Rubis, mas dessa vez mais roots que o normal... Bem... até que nem tão roots assim...
Nessa sexta, em Gramado, foi palco da festa CORES, uma superprodução estrelando 5 palcos, 25 atrações e... 5000 pessoas amontoadas...
Fui convidado para ir para a CORES, mas pensei: "Uhmmmm...." Lembrei-me de minhas agruras em uma festa parecida lá em Gramado de anos atrás, uma Ibiza, e resolvi que não era uma boa idéia ir... "Mas tem o After!!!" - me consolei... "Vou me lembrar dos acampamentos da PsyWalker e da Trancendence, e reviver meu lado 'Roots' " - imaginei,,,
E foi assim que fiz. Acordei tranquilito no sábado, cuidei do bicho, cuidei de mim, acertei os detalhes com a Fê, pois ela resolveu ir em seu primeiro Psy, e lá pelas 3 da tarde, a Astra-o-Nave abarrotada de artigos campísticos e computacionais decola rumo à Gramado, bem no último fim de semana do Festival de Cinema...
Cidade lotada, trânsito intenso. "Daqui a pouco fico livre dessa loucura toda" - pensei ao já me ver dentro do mato com a Psytrance Nation.
Chegamos no pico! O Japa estava no som. Atividade 1 (fim de tarde): armar as barracas. Atividade 2 (já de noite): confraternizar com as pessoas.
Falei com a Iagoda, a Cacau (putz, esqueci o DVD), o Fabs (atucanado com o 110/220V), a Thaís (que mensagens eram aquelas?), a Cristix (cadê o Nilox?), o Claudinho (de touca e de noite, não dava para reconhecer), com a Ana (a minha barraca é aquela ali...), e com várias outras pessoas da Trance Nation.
"Vamos para a piiiiiiiista?" - gritei, me lembrando do maluco do camping da Trancendence. Resolvemos ir dançar. O cabelo quase branco da Fê parecia acender como fogo sob a luz negra na pista.
A pista e a decoração estavam muito bonitas, tudo feito com muita dedicação e bom gosto. Adorei as flores psicodélicas ao lado das luzes (quero umas para mim, já que providenciei uma lâmpada dessas para a minha sala).
O Claudinho assume os CDJ's e começa a bombar um progressive trance. Procurei pela Carina, que vive pedindo proggy, mas não a encontrei. O que encontramos foi a nossa fome, e resolvemos então sair do Camping e voltar para a "civilização" para um bom jantarzinho em Gramado. Até que nem tão Rubis Roots assim...
Depois de alguma função para tirar nossos carros, já que algumas pessoas estacionaram os carros na estradinha de terra, chegamos. No caminho nos perdemos da Tatá e do Fabs. Eu liguei. Eles já estavam comendo pastel. "Too carrots, or too roots to me" - pensei... Nós já estávamos com uma espera de mesa no Pastaciutta... Ah ah ah!!! Eu e a Fê com cara de acampados e de psytrancers: eu com o colar de Filtro dos Sonhos, a Fê com umas camisetas multicoloridas e tenis embarrado; e nós assim, no meio da "beautiful people" do Festival de Cinema, esperando mesa num restaurante chique... E já que nem tão Rubis Roots assim..., passamos a nos servir do antepasto, caprichando nos queijos e outras especiarias.
Mesa liberada, sentamos e fizemos o pedido: "Ravioli de Salmão ao Molho de Ervas Finas para dois, por favor!" A partir daí foi uma orgia gastronônica inacreditável... "Como dançar depois disso tudo?" - a Fê me questiona. "Me passa o molho" - eu respondo.
De volta ao camping, o Claudinho estava acabando o seu set e vem me perguntar o que eu achei. "Fantátisco!" - respondi, me lembrando do sabor do recheio dos raviolis...
O Fabs começa a tocar. Dancei um pouco, mas resolvi ir descansar na barraca. Muito legal ouvir psy nas barracas. Ficar instrospectivo, ouvindo um som que libera a tua mente, é bem legal e fica facilitada a mentalização. Fiquei assim por bastante tempo, até que houve uma parada no som.
Então percebi a importância do silêncio. Não existe som sem o silêncio. De repente, os bichos noturnos, o riozinho, os passos das pessoas sobre os gravetos, tudo começa a se destacar... Pensando nisso, saio da barraca para contemplar a noite. A festa estava sendo realizada entre as árvores, ao lado de um riozinho em uma área aberta. Fiquei pensando nisso: As coisas dependem do vazio. Sem o vazio, sem o Nâo-Manifesto, não dá para existir as coisas... "A Forma é o Vazio, e o Vazio é a Forma", já dizia a Sutra da Sabedoria, um texto budista de mais de 2.500 anos... Comecei a perceber o fenômeno do Não Manisfesto, da importância do Nada. Infelizmente o Nada não pode ser tornar um objeto do conhecimento. Desviar a atenção das coisas e perceber o espaço entre elas é o Portal de Entrada para o Não Manisfesto. Ao tomar consciência do Não Manisfesto, do espaço vazio à nossa volta, tornamo-nos conscientes do espaço de nossa mente vazia, da forma mais pura de consciência, que é alinhada ao Não Manisfesto. Você percebe que cada forma vai se dissolver e no fim, nada "lá fora" tem tanta importância... Voltando ao "lá fora"...
Baaaang! Arrebenta o fio de sustentação da lona do bar e tudo vem abaixo. Eu e a Iagoda ficamos "segurando as pontas", enquando o Nando tentava improvisar uma nova amarração. Pergunto para a Cristix: "Cadê o Nilox?" São duas e meia da manhã e nada de Nilox??? "Ele já está chegando..." - Cristix me responde, depois de receber um telefonema do cara.
Fabs passa o comando do som para o Nando, Nilox chega, e o soninho finalmente bate. Volto para a barraca. Escuto um som diferente: "Tim, pluck, ping, tim.." Não, não era uma nova batida de psy... era... chuva !!!
No começo começou devagar, mas depois... veio o toró torrencial!!! Chuá !!! E lá fora o psytrance bombando a mil... E foi assim até as 9 da manhã: chuva, psy a mil e eu tentando dormir dentro da barraca.
A Fê acorda, tomamos o nosso café: Toddynho com bolo de gotas de chocolate... Até que nem tão Rubis Roots assim... Aproveitamos uma trégua na chuva e resolvemos desmontar o acampamento. Dentro da minha barraca tinham mais de dois baldes de água. Minha sorte é que estava d colchão inflável, que é plástico e alto, e assim não me molhei...
Tinha uma galerinha dançando em baixo da lona. No som, novamente o Japa. Eu até ia fazer um som com o Fabs, mas com aquele chuva, nem pensar em ligar o meu notebook embaixo daquela loninha que estava no palco dos DJ´s.
Entramos na Astra-o-nave. Papos esotéricos e sons etéreros no mp3 player. Chegamos em Porto em pleno horário de almoço. "Que tal uma Kalindi Chaval com Varuna Chaumi?" - propus para a Fê. "Só se for com Pansi Kadi, Dahi Roti e Alu Narial Raita...!" - A Fê respondeu. "Rasa Narial Zanir de sobremesa?" - questionei mais uma vez. "Demorô" - Fê responde, dando o veridito final: nos mandamos para o Banquete Indiano no Ocidente. Tinha até apresentação de Dança Indiana, aquela que se dança com as pupilas...
E assim terminou mais um fim de semana psy. Um pouco "Camping selvagem", um pouco "Festival de Cinema"; meio "catuaba", meio "Salmão no Raviolli"; as vezes bombando psy, as vezes descobrindo o silêncio; umas horas em meio à psytrance nation, umas horas sozinho na barraca.
Assim é o Rubis Roots: Até que nem tão Rubis Roots assim...
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ravioli de salmão "defumado" com molho de ervas finas...
Blz a matéria, pena vc não estar presente na hr do meu set, pois ¨FRITEI¨ a galera no Prog., HuaHuaHuaHuaHua ...... !!!!!!(como algumas patys andaram falando em festas de House), espero ter outras opurtunidades de ver a galera curtindo um lugar legal, precisamos de mais festas ROOTS, não grandes eventos para apenas lotar os bolsos de grana, até lá, tenho a esperança de que o mundo melhore, HuaHuaHuaHuaHuaHuaHua......!!!!
Um Abração.
Muito legal a matéria...e o teu findi tb pelo jeito neh!!! hehe
E viajei junto contigo ali na parte do silêncio...te puxou!!! Nosssaaaa!! hehe
E fiquei aki me lambendo tb com essa comilança!!! hehe
Beijaummmmm
Adorei o texto....
Super legal o artigo e um barato teu findi.
Aki as coisas foram bem + tranquilas... Filme Iraque// Iraneano e cola light.... (dia da South)
Bjs
Saudades
Simy
Artigo MARAVILHOSO.
Psy After ESCARPA foi tudo isso que tu descreveste. Sem mais.
Pena que foram embora tão cedo, amigo. Ficamos lá numa confra muito massa até pela tardinha.
Um beijo pra ti e ótima semana de psy, proggy, chill out, SILÊNCIO.
Tu eh guerreiro msm hein Rubis era madrugada d sab.p/dom.2 da manhã e soh nos na pista c/o Franco tocando,eu e mais 2 lokos, e tu e tua amiga de cabelo branco,q pena q ñ tinha a Psynation!Qeria falar ctg ms estava em um mundo psycodélico e ñ qeria cortar a lisergia!Ms era soh nos msm na pista,enqanto a galera pop estava na Fulltronic,q lixo,ah e nós dormimos dentro d carro hein,isso eh ROOTS c/chuva d granizo e td!!!Até a próxima Guerreiro PsyTrancer...
que bom, hein?
beijos!
Agora com fotos do Banquete Indiano no Ocidente. e da Dança Indiana...