
[clica para olhar as fotos - E TEM 2 CLIPS TAMBÉM!!!]
Depois da frustação com a "não-chegada" do Tavo, o popular DJ Forza, acabei me despilhando geral de ir na Extreme. Resolvi então dar mais uma afinada no set de progressive que eu iria tocar na Sounds of the Future. E assim como a Internet, a música avançada tem a sua própria dimensão de tempo: coloquei os fones e começei a viajar nos sons, loops e efeitos e quando me dei por conta, já estava noite.
Liguei então para a Aline, falando que ela já poderia vir para a carona. Ela chegou, fizemos um esquenta diferente dessa vez, só com chimas e bolinho "estufante", e um cara chamado gigio10, ou alto tão enigmático assim, entra no meu messenger pedindo carona. "Quem é ele?" - pensei. E a Aline: "Alguém que pode ser legal a gente conhecer!". E lá fomos nós para o centro da cidade, desviando-nos totalmente da rota da festa para "fazer uma mão" para esse cara. E surpresa: Era o Giovani, meu amigo que foi com a galera do sul no "Busão" para a Trancendence!!! Oba!!! Perfeito.
Fomos assim tranquilamente debaixo de chuvinha para a festa. No carro, agora sem som, os papos sobre calendário maia, serviço magnético e os polos terrestres, projeção da alma e congêneres rolavam soltos. Havia encontrado a minha egrégora para a noite.
Chegamos as 20hs e pouco. Na pista, muita grama (qua qua qua) e apenas os DJs e seus convidados: Japa e Ana, Caue e Claudinha. E eu, Aline e Gio. Começamos a dançar naquela pista seca, gramada, macia e livre. Foi muito bom.
Ficamos naquela de dançar, carro, catuba, dançar, carro, catuaba. Na Astra-o-nave começamos a filosofar e foi um dos mais altos papos por mim já vivenciados. Portas abrindo-se, risadas infantis, lágrimas espontâneas... Viajando ao som do Psy, na imaginação dos amigos, em nossas próprias sinapses.
Não quis (ou pude) voltar para pista. Fiquei um pouco comigo mesmo. Quando retornei.... noooossa!!! A festa estava bombando! O que antes era o gramado, de repente virou um perfeito atoleiro, uma "mini-Extreme", mas sujando igual! E o som? Que som era aquele?!?!?! Darkera bombamdo nos sub-graves. Era o PENTA tocando. Fiquei vendo o cara: baita som! Seu Live foi um tanto quanto glacial, técnico. O cara quase matou a Anaí para ela arruamr um teclado Nord Lead mas eu não o vi encostar a mão nas teclas. Talvez estivesse-o usando via Midi, who knows?...
Depois do PENTA o dark psy continuou até as 9 da manhã. Não aguentava mais, falava para a Tatá: "Pede para eles um som mais alegrinho...". e derepente a chuvinha foi parando, as nuvens se alternando com o sol e um fullon morning foi raiando... Ficamos no parquinho conversando, dançando, pegando um sol, tomando uma chuvinha... Muito legal. Fiquei mais uma vez observando a Natureza...
Fui olhar o chill out para levar meu equipas para lá, mas estava uma molhação. Tudo enxarcado. Haviam algumas pessoas deitadas nas almofadas úmidas, mas não tinha condições de ligar o computer lá. Desencanei do chillas. Votei para a piiiiiista!
A galera ocupou o gramado de baixo, perto do estacionamento e ficou dançando ao ar livre, já que sob a lona não havia mais condições tal o barro que se juntou alí. Saiu o churras! E eu perdi... eh eh eh! Tracei um cachorrinho quente prensado muito bom que tinham lá.
Tocou o Sarchas (é assim que se escreve?). Tocaram o Fabs e Matielo. Entram o Ssoniq com o Roma. Começo a ligar meus equipamentos.
Já passam de 16:30 hs. Começo a tocar para uns poucos e heróicos resistentes que ainda estavam lá. Toco 5 minutos e... os caras do som vem me interromper dizendo que só tenho mais 5 minutos. O quê? Estão malucos? Digo veementemente que NAO !!! Que estava como eles tabalhando alí, que tinha vindo de SP para fazer aquela apresentação (meia verdade...) e que NAO!!! Já estou acostumado com essa grosseria das firmas de som, pois sempre tenho fechado as festas... Ai ai ai..
Mesmo assim, o set seguiu tranquilo. Não foi um "live" na definição mais autêntica da palavra, pois toquei sobre bases de outros projetos, como Sensifeel, Andromeda, Oxyd e outros, além de poucas músicas minhas. Sobre essas bases ia interferindo com filtros, criando loops de basslines, e introduzindo efeitos e distorções. Quando a Cristixa tapou os ouvidos depois de eu mandar um efeito que ia subindo de afinação até espantar todos os cachorros da vizinhança, percebi que tinha chegado no meu limite sonoro... e permaneci alí.. ha ha ha !!!
Então foi isso. Me diverti muito, troquei experiências, toquei legal, conversei com novas pessoas, falei com as já conhecidas. Nessa festa fiquei menos social do que de costume, mais fechadinho entre poucos, mas de qualquer forma, presente: praticamente abri e literalmente fechei a festa.
Cheguei em casa as 19 hs. 24hs depois. Totalmente refeito, zen, feliz e... descansado. Fui assistir a fita de video que fiz da festa, escolher as imagens e subi o site. Psy para mim virou terapia.