Os outros Onze

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"Existem 550 milhões de armas leves em circulação, uma para cada doze habitantes do planeta. A questão é: como armar os outros onze?"


Assim começa o filme "O Senhor das Armas", do meu ator preferido Nicolas Cage (não, meu ator preferido não é o Kevin Spacey... pelo menos o Nicolas Cage não tenta me imitar...). Esse filme entrou em cartaz ontem, e devia ser assistido por todos, nem que seja pelo menos em seus 2 minutos iniciais. Nesse curto espaço de tempo, através de um efeito especial maravilhoso, "tomamos carona" numa bala de fuzil, desde a sua fabriação, transporte e... destino final...

Em resumo, trata-se de um filme excelente. Saí do cinema arrasado, com dores de estômago e uma incrível dor de consciência. A humanidade no buraco e nós preocupados com o que faremos num sábado à noite...

Esse filme é incrivelmente oportuno, dada a véspera do plebiscito das armas. Ele eleva o debate para um âmbito maior, um espaço da consciência íntima, um retrato do caminho que o mundo está fadado a ir, caso o Sim ou o Não vençam no dia do referendo das armas.

Já estou convencido que esse referendo é um erro: ele está sendo colocado de uma forma distorcida para a população. Mas também estou convencido que tanto faz o resultado: Enquanto o nosso futuro depender de leis que as sociedades fazem tendo aspectos materialistas e não-espirituais como alicerce, nosso destino estará cada vez mais frágil, cada vez mais complicado.

Não estou aqui para falar para você votar no SIM, muito pelo contrário. Inclusive o meu voto é bem diferente do que você possa estar pensando. Eu voto PEACE. O argumento que as armas são necessárias para a defesa, é o maior argumento do NAO, mas não é argumento para mim. Como eu disse, e repito, é o Mal na figura de um corderirinho tentando combater o Mal.

Abra a sua consciência. Medite. Assita ao filme nessa semana. Imagine um mundo sem as armas. Visualize isso.

Eu faço parte "dos outros onze". Sugestivo esse número heim? ONZE... Os outros onze... Eu idealizo que um dia não existirão expressões como "os outros".

Existem duas formas para se conseguir isso. A primeira é armando o máximo número de pessoas que se puder, e ir matando primeiro as que não tem armas, e depois ir matando as que tem pior pontaria, até o duelo final entre os dois sobreviventes da espécie, ou... Apenas fazendo aos outros o que você gostaria que fizesssem para você.


eu datei essei artigo antecipadamente, de modo que ele apareça como o primeiro da lista até o dia do referendo.

3 Comments

Simplemente MARAVILHOSO!!! Fiquei louca para ver o filme e mais: para poder comentá-lo contigo! Pode deixar que vou tentar fazer isso ainda esta semana... Aí combinamos outra lazanha do Mercato para comentarmos, ok?! (hehehehe!).
P.S.: Por que eu nunca consigo deixar um comentário aqui na minha primeira tentativa?!?

QUERIDOOOOO..SAUDADES DE TI!! VÊ SE DA SINAL DE VIDA!!
BJOOO

bah, eu e nilo fomos ver este filme semana passada, locura né.Mais locuras aqueles paises pobres e em guerra civil, como é triste e aterrorizante tudo aquilo. Mas duma coisa tenho certeza, nao é com menos armas que evitaremos o caos mas sim com MAIS educaçao e cultura.

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    Esta página contêm um artigo escrito por Rubis, publicado em outubro 23, 2005 11:11 PM.

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