(rapidinha, antes do almoço...)
Existem diversas Estéticas, porém elas podem ser agrupadas em 3 grupos básicos: A Estética do Ser, a Estética do Não-Ser, e a Estética do Tentar-Ser (parecer).
A Estética do Ser é a coisa pura e natural. Eu ia escrever também o adjetivo "sincero". mas tem outra Estética também sincera. Os instrumentos acústicos são da Estética do Ser. O Ser é aquilo que já é, e incrivelmente é difícil as vezes botar para fora. A Amor é da Estética do Ser.
A Estética do Não-Ser é a coisa fabricada, aditivada, montada. Entre as opções de expressão, o Não-Ser tem sido bastante utilizada atualmente nesses ambientes urbanóides que acostumamos habitar. O Não-Ser é a contestação, o contra-ponto, o alternativo. Na música é o eletrônico, o estridente, o robótico. Vivemos hoje numa era assim, e é assim que funciona. Sem traumas.
A Estética do Tentar-Ser, é a estética mais artificial, a coisa dissimulada, aquilo que não é você e nem consegue ser o outro. O Tentar-Ser é a falta de assertividade, é a falta da opinião. A Estética do Tentar-Ser é o Fashion, são as caras e bocas. Você apenas pode Ser, ou você pode Não-Ser. O Tentar-Ser é sempre um estágio provisório. Deve ser vazio e frio ficar preso a essa Estética. Na música é tentar imitar um violão usando um teclado.
Quando a Estética do Não-Ser torna-se assumida, transforma-se na Estética do Ser. Se a Estética do Ser não vem à tona, vive-se numa Estética do Não Ser. Ambas então são algo compartilhado, as faces da mesma moeda.
Estética... Sempre uma questão de posicionamento. Respeitar a Estética alheia é o começo para dissolver o julgamento e assim assumir o nosso Tentar-Ser e decidir pelo Ser ou Não-Ser.
(bom apetit!)

entenderam ou não?!?!?!