
[clica para ver os clicks do Rubis]
Percepção é algo perigoso. Cada um vê o seu ângulo. Cada um vê a sua verdade, baseado em suas experiências, credos, e até pelo seu merecimento.
Garapiá 2006 para mim foi um intenso sentimento de Paz Profunda. Perfeito enquanto durou, como deve ser.
Cheguei na quinta de tarde, ainda a tempo de armar a RubisToca antes do anoitecer. Fiquei perambulando entre o Chill Out, Bar, Camp, enfim... encontrando os amigos e trocando idéias.
Que coisa! No ano passado, eu não conhecia ninguém (só o Calliari), mas nesse ano a impressão é que conheço a todos!
A pista abre e... vamos pra piiiiiiiista!!!!
Sexta feira foi dia de chill out, e de tarde, fomos para a cachoeira: Mais de uma hora de caminhada, mas compensou cada passo! Lugar lindo! Na volta uma providencial carona me fez chegar no Camp inteiro para o meu live no Chill Out.
O meu live no chillas começou a meia noite. Fiz um climão. Peguei a ponte do Ssoniq, que estava tocando "minimal", e comecei o improviso. Como foi bom tocar no chillas! Mais de 2 horas com meu Vaio e o Ableton Live, mandando sons etéreos para as pessoas que lá estavam. No final eu .... aceleeeero, e mando uns progrezinhus a 125 bpm e fecho com Ando Meio Desligado, do TROODON.
Sábado foi dia do TROODON (eu!) tocar na pista principal. Foi perfeito também, e vai merecer um report especial.
Depois do Live do TROODON fui para o Camp e começamos a fazer um churrasco... Eram 3 da manhã e nós, debaixo de chuva, churrasqueando, graças ao Pierre! Um dos momentos mais legais do Festival.
Domingo foi o dia do "fechamentoo com a chave de ouro": Calliari tocando no Main FLoor, e todo mundo descalço no Chandelle... E depois entra a galera do Glocal para fazer os DJs Sets e o Live.
O Festival teve muitos pontos positivos, mas a infraestura deixou um pouco a desejar com a falta de banheiros em número suficiente e poucos chuveiros. Na verdade na hora que eu fui tomar banho, não tinha nem água! Mesmo assim o Festival teve a vibe perfeita. NENHUM lixo no chão. Pessoas felizes. Harmonia!
Não contei nada do que foi o Festival aqui: isso é apenas um resumo muito do sem vergonha.
A minha percepção é algo que vai muito além das palavras, dos fatos e dos sons. Não sou capaz de limitar a descrição da Perfeição em meras palavras.
Eu toquei Live (duas vezes), dancei, revi grande amigos, conversei, senti a natureza nas árvores, na cachoeira, nas caminhadas, fiz novos amigos, namorei (bastante), ouvi novos sons... Tudo isso é expandir a sua consciência. Consciência é estar consciente. Estar consciente é estar atento ao que acontece.
Minha essência está no Garapiá Trance Festival. Para todo o Sempre.