E hoje abro mão de vez de minha cidadania paulistana. Nascido na Paulicéia, mas vivendo nos Pampas, eu me auto-intitulava "Paulucho". Mas agora apago essa mácula de minha biografia. São Paulo não dá mais...
E a gota d'água foi o dia de hoje. Cento e Sessenta e Quatro Quilômetros percorridos dentro da Grande São Paulo, em incontáveis congestionamentos, caminhos esburacados, poluição, motoristas selvagens, locais inóspitos, idas e vindas, voltas e voltas perdido em meio à multidão...
Nesse momento a minha cabeça ainda lateja. Descobri que minha atual fase zen não foi suficiente para afastar o stress que o trânsito incongruente da capital paulista causa em mim. Peguei-me blasfemando, buzinando, socando o volante, enfim, tudo o que eu não quero ser, resurgindo durante o caos urbano paulista.
Quem está dentro do caldeirão não se apercebe o mal que essa fervura causa. Lamento pelos seus habitantes nascidos localmente. Todo o progresso de suas existências não foi o suficiente para conquistar uma vida melhor. Lamento pelos imigrantes, iludidos com as promessas da metrópole. Deixando suas terras para trás, descobrem que a felicidade não é "um crediário nas Casas Bahia", e que o seu trabalho faria hoje a diferença lá, e não mais aqui.
Mas quem vê de fora como eu, percebe claramente que, se Porto Alegre não tem todas as vantagens de São Paulo, tem poucos de seus problemas. Minha opção é pelo mais simples e mais natural.
São Paulo, o estado mais rico da União é pobre. Pobre Paulista.

Hoje tem encontro na Estação Mercadão.....
Com pobres paulistas trabalhadores até tarde da noite...
Vcs estão convidados....vamos comemorar tb o Niver da Silvia.
Bjs
Simy