
Terminei de ler o livro Memória de Minhas Putas Tristes, de Gabriel Garcia Márquez.
Esta é a primeira vez que leio o colombiano Garcia Márquez, e com certeza não será a última: adorei o estilo do autor.
Nesse curto romance, de cento e poucas páginas de corpo de letra grande, a leitura flui fácil, pela narração entrecortada dos fatos, que se alternam como armazéns e lojinhas numa rua de comércio de periferia. Um livro para ler rápido, e se esquecer devagar...
O protagonista, e sua amada, nunca são chamados pelos nomes. Ele inventa um nome fictício para ela. A fenomenal diferença etárea que se coloca entre eles (75 anos) mais serve como uma ponte que une as suas carências, do que uma fenda intransponível.
Autor dos blogs da época, através da coluna de seu jornal, e dono de um estilo de vida focado no agora, mas com reflexões com os seus 90 anos já vividos, o personagem mostra que a idade está na cabeça, e que existem muitas pessoas com 20 anos que são mais que centenárias. O importante é estar em ação.
Eu carinhosamente me referia ao livro como "Putas". "Tô lendo Putas..." quaa... dizia eu.
A melancolia do final do livro secou a minha boca, de modo que nenhum gole de vinho possa jamais retirar o gosto árido da saudade de tudo aquilo que eu ainda não fiz.

putas?? hahahaha hahaha hahha
qua´´aáa´´ aááá´´ aááaá´´ aaáá
Bah, eu simplesmente amo Gabriel García Marquez! Deixo aqui um belíssima dica: "Amor nos tempos do cólera". Sem exageros, é tão lindo que cheguei a chorar quando terminei!