Progressive house tem o dom de viciar. Sei disso, por que estive no Universo Paralello 2005/06 e foi o que mais rolou por lá. D-Nox e Beckers na veia...
Depois do Universo Paralello meu set e meus tracks e lives mudaram. Mas de repente percebi que todo o som hipnótico e psicodélico do proggy estava se diluindo aos sons melodiosos, aos vocais femininos sampleados e outras coisas que o proggy house trouxe ao psy.

O Freq caiu também nessa armadilha. Eu vi o seu live no Universo e lá seu som ainda era mais underground e psicodélico. Basta ouvir seu albúm de 2004, o Strange Attractors, para entender o que eu estou falando.
Mas agora a moda é um som mais "pegadão", e em seu novo álbum, GoSub20, o neo-zelandês Freq enveredou-se mais para a tendência do progressive house do que para o progressive psy. As vezes parece um álbum de full-on morning. Quem gosta de óleo quente vai amar o som do cara!
O álbum é bom. Boa produção. Mas nada perto do que a gravadora lançou no release: "mestre do progressivo", "alto e inigualável nível de produção" e por aí vão as babaquices... A faixa Brazil é uma apropriação indébita do nome de nossa pátria. Essa faixa deveria se chamar "Argentina".
Então é isso: se você gosta de proggy house, fique com o D-Nox. Se gosta de progressive psy, procure em outro lugar... Se gosta de full-on duvidoso, ouça esse álbum.

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