Universo Paralello 2006/2007 Report, by Punkah

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Punkah, The Dubweiser, playing at UP

Transcrevo aqui, com a permissão do autor, o texto que o Punkah escreveu na comunidade PsyRs sobre como foi o Universo Paralello 2006/2007:

Depois de uma madrugada "avoando" e de um traslado levemente hardcore, chegamos (a gauchada!) sequelados e cansados em Pratigi as 8 da manhã do dia 28. Já nos primeiros minutos na fila, o sol na moleira mostrou que não estava pra brincadeira, e quem mais sofria eramos nós, os "rosas" e "brancos" hehehehe. Acampamento erguido de frente ao mar, hora do "tibum" pra recompor o ânimo, e que tibum que aquela praia oferece...ecstacy :D

Na primeira caminhada rumo ao chill e as pistas, já dava para sentir que esse UP ia bombar e muito. Uma infinidade de barracas e vilas perdidas em meio aos coqueiros, um cenáro surreal que poderia ser tanto na bahia quanto na tailândia ou tahiti. O som começou no começo da tarde na pista alternativa, com um set progressivo do smurf que foi do deep ambient ao chill, culminando no breakbeat. Esta pista alternativa por sinal foi uma das grandes sacadas dos caras, e o objetivo dela era exatamente ser uma alternativa ao mainfloor/pista principal. Localizada na beira da praia (assim como o chill out), rolava de tudo nela, de minimal (muito), chill out (os lives grandes como Pedra Branca e afins), electrohouse, prog e até full on. Enfim, sempre um som diferente daquele que rolava na pista principal...

O primeiro dia foi tranquilo no mais, e fomos dormir cedo para acordar as 6 da manhã do outro dia com um calor insuportável dentro da barraca. Mais um tibum pra acordar bem e depois de um setzinho gostoso da ekanta no chill, hora de curtir um Matera seguido por um Ace Ventura no mainfloor, que já estava funcionando a pleno vapor. O mainfloor era belo e imponente, com diversas áreas de sombra e um sistema hidráulico pra resfriar o calor em alguns pontos. Dae em diante a rotina foi aquela coisa: acordar cedo, tomar um café, psicodelizar na pista com a gauchada que compareceu em peso, dar uma banda na praia, fazer intercâmbio no chill, fazer trocas, comer, beber , passar protetor, comer, dormir....ô vidinha essa de bahiano.

Dia 30 a tardinha rolou Vaishiyas (killah!) seguido de Cosmosis, que aliado ao visual absurdo do mainfloor, me fez sentir em Goa em alguns momentos. Apesar de uma que outra chacotinha inofensiva, a experiência do cara falou alto, e era notável que muito macaco véío pela primeira vez estava realmente entendendo o sentido da palavra trance ali. Na tarde, o Rafa (chill will-RS? hehehe...) fez um dos melhores sets que ouvi no chill em todo festival (junto ao set do Jon Sangita) ... Somos privilegiados de poder curtir o cara tocando aqui direto.

Dia 31 foi o dia do eletrohouse no mainfloor e do full on na pista alternativa. Foi o dia mais vazio do mainfloor, ao menos na tarde, parece que o pessoal enjoou depois do quinto artista de eletrohouse consecutivo, eu mesmo fiquei surpreso já que o UP é célebre por incentivar estas tendências no line-up. No pouco que passei ali deu pra ter um gostinho do set do James Monroe, ainda que tarde. Lá pelas 19h todas pistas pararam pro pessoal recarregar energias para a grande virada.

As 22h30, o mainfloor reabre com Entheogenic (!!!!) fazendo um live de chill psicodélico, esquentando o sound system pra pedreira que ia rolar. Inédita a iniciativa da crew do UP de fazer um esquenta chillwise, pessoal ficou gelando as champas e descansando mais um pouco o corpo.

A virada em si foi uma das mais sem sentido da minha vida,e logo em seguida (00:05) entraram os ingleses do AMD largando uma fritaceira frenética dos infernos. Na sequência veio o Mack com um set comercial demais pro nível do festival (pra agradar os paulistas) e depois o Polaris elevando um pouco a psicodelia. Daí em diante o bicho pegou duma forma inacreditável, com Rinkadink (live novo, ABSURDO) no amanhecer e Protoculture (precisa falar algo?) na sequência, seguidos de Riches, Freq, Emok (set bem diferente), Tati e Audiomatrix. Que virada...

Com a alma lavada, foi hora de descansar um pouco e acordar a meia noite pra curtir o dj set do Roma, primeiro representante gaúcho a se apresentar no mainfloor do UP. O público estava bem espalhado e incrivelmente sequelado, e antes dele rolava um dj set de dark siniiiixxxxtro. Tendo que dar sequencia ao lado negro da força, nosso amigo alchemysta começou com uma linha bem diferente da usual, levemente dark e bastante psicodélica, e foi progredindo aos poucos para algo mais techy e gordo, intercalando bombas unreleased (!!!) e até uma track sua no final, que por sinal funcionou e bem naquele sound system. O público entrou no clima, as mixagens foram perfeitas, não devemos nada a ninguém :)

Dia 2 também foi marcante, com uma sequencia que não deveu nada a da virada: Ecliptic (mexicano, syche), Shane Gobi (melhor dj set que já vi dele, excelente), Headroom (fode-cérebro!), Pedrão, Allaby (Uk, bom) e finalmente Perfect Stranger, live do festival ao meu ver, fantástico.... Na sequencia Flowjob, O Dimitri Nakov que não era o Dimitri, Laughing Buddah e Electrypnose... Ufa! No chill rolou o live perfeito do Lunar Sound (México-Ibiza), mesclando elementos flamencos e baleáricos a fineza do psy trance mexicano. Nada melhor para uma fazenda de coqueiros travestida de praia.

Dia 3, 3h30 da madruga de pé para o amanhecer gaudério no chill, num dia com gente como Smurf, Yage, StnicaLounge e Entheogenic. quer mais responsa que isso para uma estréia? :D

Gitã começou as 4h com uma linha de psyambient linda,e já as 4h30 o sol nascia no mar, com um visual surreal. Todas redes e almofadas do chill estavam tomadas e Ssoniq e outros gaúchos se aprochegavam, virados depois de uma madrugada de minimal forte na pista alternativa. A medida que o sol subia o som ficava mais dubby e baleárico, e as pessoas iam despertando num boooooa. Tudo perfeito :D... Um baita set em sintonia com o momento e com os coqueiros, amo.

Na sequencia, 6 horas, um tal de Punkah assume com o sol já fritando as águas e o dubwise sem fronteiras come solto no sistema de som quadrifônico. Ao pessoal do RS que ja tava curtindo antes, se soma o Tom e mais alguns brethrens que fazem ou fizeram o chill daqui ser o que é, satisfação total e sensação de missão cumprida dissolvendo o ego. Felicidade ;D.

Último dia de festival é sempre bizarro, flashback, repé, baixas doses de serotonina. E esse não foi diferente... Tivemos que ir embora antes do set do Shove e do Rica, mas ainda deu tempo de curtir um pouco do The first stone e do segundo live do Entheogenic no chill.

Saldo: Galera de POA é MUITO de fé. Esse foi disparado o festival que tinha mais gaúchos (tirando o garapiá, duh), e a loucura foi tão forte que alguns ficaram por lá inclusive :P
Além de todo pessoal da "webjet", foi irado encontrar mais uma camaçada de maluco daqui na Bahia, não tem fronteiras pra nossa camaradagem.... "eh nói!"

Festival praticamente perfeito. dentro do possível, e isso que bombou além do esperado.

(photo and text by Punkah)

1 Comments

CLAP! CLAP! CLAP!!!!
Deu pra sentir cada palavra...
a euforia do mainfloor, a calmaria do chill out...
amei este texto!
Obrigada Punkah, por compartilhar conosco estes belos momentos!

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    Esta página contêm um artigo escrito por Rubis, publicado em janeiro 12, 2007 2:49 PM.

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