Um rápido passeio pelo (des)Elegante Bairro dos Moinhos pode nos mostrar o quanto ainda estamos longe daquela sociedade ideal que desejamos.
Ao sentar no banco da praça para uma rápida harmonização, percebo um murmúrio vindo do lado de trás. Ao me virar, vejo a cena abaixo, onde alguém estava deitado em baixo de um lencol e jornais, num frio de aproximadamente 5 graus.

Continuo meu passeio, passando em frente ao hotel Sheraton, e sou surpreendido por um bólido vermelho subindo calçada acima e assutando os tranquilos transeuntes, eu incluído. Uma Ferrari reluzente, que deve custar uns 500.00 mil.. dólares...

Esse é o nosso mundo: muitos tem pouco e poucos tem muito.
Antes eu acreditava que sempre seria assim, pois o mundo perfeito deveria ser aquele que todos deveriam ter as mesmas oportunidades e assim, as diferenças seriam mérito do empenho de cada um.
Mas hoje eu entendo que não se pode pensar que as oportunidades serão distribuídas igualitariamente sem antes nos esforçamos para ajudar aqueles que não tem as mais básicas necessidades satisfeitas: aqueles que passam fome, aqueles que passam frio.
Ontem mesmo conversei com um morador de rua que me disse que não dormiu a noite inteira, com dor de dente. Ele estava tentanto sobreviver catando latinhas nas lixeiras da minha rua, às 8 horas da manhã. Eu hoje estou conversando mais com todas as pessoas.
Eu não tenho receitas que solucionem esse problema, e até estou atrapalhado para concluir esse artigo.
Apenas acredito que as Ferraris não devem estar em cima das calçadas e as pessoas não devem estar deitadas no chão com frio.

Ooh. mundo tao desigual, tudo é tão desigual.. de um lado este carnaval, de o outro a fome total...
revoltante..
torçamos pra que, dia a dia, cresca o número de pessoas com sensibilidade suficiente pra enxergar que desse jeito não tá certo.