Vale a Pena ler de novo: A Desidealização

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não era bom e eu não sabia...

Fantasma fabricado pela mente, a idealização reflete a insegurança do ser.
Não se julgando bom o suficiente, idealiza uma realidade infundada no outro, ao colocá-lo num pedestal inexistente.
Pessoas são feitas não apenas de carne e osso, mas também de traumas e limitações. Os traumas podem te machucar e as limitações podem te frustar.
A idealização cria uma dependência ao suposto ser perfeito, ser esse que teve a "misericórdia" de te acolher.
Assim como não és totalmente tolo, o outro não é de todo sábio.

A desidealização começa com a aceitação dos sinais que estavam a esmurrar a sua porta.
A desidealização continua com a indignação com esses sinais.
A desidealização se concretiza com a constatação clara e inequívoca que, o que se achava ser o "máximo", na verdade pode ser superado e o que acreditavas ser o teu "modelo", na verdade nunca foi seu.

Não oculta a tua culpa colocando os outros na posição de bode espiatório. O inferno não são os outros... A idealização foi a tua fraqueza.

Tem-se que desidealizar principalmente o teu próprio "Eu". Só quando estás de alma aberta que se torna possível não se frustar contigo mesmo.

Não é possível conscientemente direcionar e controlar a desidealização. Ela é um "insight", uma decorrência do auto-conhecimento. O insight apenas aparece. De nada vale criar fantoches para a sua desidealização, elegendo novos "seres humanos perfeitos". Muitas vezes os fantoches são modelos de teus credos e repetem tudo o que estavas a renegar.

Não "acabou-se o que era doce". Percebeu-se na verdade que o "antes" é que era um pouco salgadinho...

(escrito por Rubis, originalmente em 23/12/2004)

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    Esta página contêm um artigo escrito por Rubis, publicado em fevereiro 13, 2008 3:08 PM.

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