Formigas 2010

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Resolvi re-editar um artigo para abrir o ano de 2010, no MondoVR.
Se você ainda não tinha lido esse artigo, essa é a sua chance! Se já leu... releia!
2010: O Ano da Ação!



Formigas

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Hoje eu percebo como são importantes todos os aprendizados que eu tive ao longo de minha vida. Talvez isso se chame experiência...

Nem sempre eu fui vegetariano. Na verdade eu fui carnívoro 95,65% do tempo de minha vida até agora! Mas AGORA eu sou ("estou") vegetariano, e todos esses anos comendo animais só serviram para me firmar no que eu sou hoje. Sei o que eu não quero.

Foi assim também no Amor, tendo experienciado gradativas formas de relacionamento como inconsequência e paixão até chegar no Amor de hoje.

Eu já fui um cara cético. Por muito tempo! Totalmente racional. Aos poucos foi se dando uma transição em meus credos, de modo que passei a questionar minha certeza cartesiana, e até me abri ao feedback e ao auto-conhecimento. Passei a aceitar a existência do que me é desconhecido. Descer do pedestal da arrogância do pensar saber tudo, abriu-me o diálogo, e arejou minha mente e alma para novas idéias.

Segui os sinais do 11:11, e com eles aumentou a minha Fé. Encontrei várias coisas no caminho como a Egrégora, o Amor e a Espiritualidade.

Desse patamar posso afirmar hoje que entendo a posição das pessoas que ainda se debatem nos níveis do ceticismo. Os que querem por "a + b" estabelecer suas limitações como regras ou limites intransponíveis.

Para uma formiga que anda em uma linha esticada no espaço, o universo se resume no mundo de uma dimensão: ela pode ir para frente e para trás, mas nem imagina que exista outra dimensão. Mas se esse seu mundo de uma linha girar no espaço, obtém-se um plano, e agora a formiga pode ir para a direita e a esquerda, porém ainda não imagina que pode ir além, pois seu mundinho é limitado pelo 2D. Entretanto, se novamente "girarmos o seu mundo", o que era um plano agora se transformou em um "espaço": a formiga nesse novo mundo pode então subir e descer, virar para a direita ou esquerda, ir para frente e para trás. E nada mais existe para ela! Ela não pode ir além disso... Só que essa formiga no 3D somos nós!

Não estaremos nós, na condição de formigas do 3D, ainda limitados? E se pudermos girar esse nosso mundinho 3D?

Eu já estive nesse novo universo ampliado, e afirmo que é um lugar onde o espaço e o tempo tem uma outra conotação e uma outra métrica. Onde é possível expressar-se em sua essência, sem máscaras, sem ego. Onde reina o "slow-motion do que já é". O vórtice de onde jorra a criação infinita divina. O registro akáshico universal da Consciência Plena. Sim: estou falando em Deus. Em Deus do meu entendimento e em Deus de meu Coração.

E tendo definido qual é a natureza da quarta dimensão (pois lá já visitei), definição essa não completa, mas indicativa da direção de onde vai o caminho evolutivo, e ciente da posição do cético (pois cético já fui), basta-me entender que é impossível qualquer iluminação alheia por discurso, já que a experiência de girar a sua percepção, como nossa formiga do exemplo anterior, é meramente pessoal. Enquanto se quiser ficar preso no 3D, não existem argumentos que possam libertar as amarras do preconceito.

Tem gente que, olhando um bússola, afirma que o 0 grau e o 360 graus são a mesma coisa. Para quem olha no aspecto plano, pode ser verdade, mas a verdade pura é que o 360 graus está uma volta na frente do 0 grau, sendo na essência totalmente diferente, mas na superfície, enganadoramente igual.

O livre-arbítro não é escolher entre o certo e o errado, o livre-arbítro é onde a gente coloca o nosso foco. É o cumprir ou o não-cumprir a nossa missão. No fundo, a gente sabe o que é o certo e o que é o errado, apesar que os níveis menos "profundos" de nosso ser não o saibam. Mas como disse, no "fundo" nós sabemos.

O que não sabemos, é o por quê de postergarmos a ascenção de nossa consciência, procrastinando o "giro de nosso universo". Pode parecer mais fácil viver no mundo da ilusão (o 3D e o Ego), mas o julgamento mais forte recairá não nas coisas que fizemos, mas sim sobre as coisas que deixamos de fazer em nossa existência.

Não trilhar o auto-conhecimento, e não sair do conforto do ceticismo rumo ao desprendimento da espiritualidade, em suma se deve pelo medo e pela dúvida.

Torço para que cada vez mais formigas possam se desligar do medo e da dúvida, e num momento de firmeza e fé, fazer girar os seus mundos.

Vamos Além!

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Sobre este Artigo

Esta página contêm um artigo escrito por Vicente L. C. Rubino, publicado em janeiro 1, 2010 1:48 PM.

Mensagem de Fim de Ano é o artigo anterior.

Voando assim / Amor 2010 é o próximo artigo.

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