O Preço da Traição

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Ontem, antes de ir para a palestra do FelipeK, matei o tempo entrando no cinema para assistir "O Preço da Traição". Não era o tipo de filme que assistiria normalmente, mas era a sessão que estava disponível no horário que eu precisava: Entrei.

Se você não quiser saber sobre o fim do filme e o que eu achei do mesmo não clique no link abaixo, senão continue por sua conta e risco...

O filme é mais um thriller dramalhão sobre relacionamentos conturbados da vida metropolitana moderna. O casal de sucesso, afundado em suas atividades corporativas, se perde no relacionamento conjugal, deixando a convivência íntima sempre para depois "de fazer mais um relatório para empresa", além de esquecer de acompanhar a vida de seu filho adolescente.

E para piorar as coisas, a mulher cria um ciúmes doentio, motivado por seus sentimentos infundados de rejeição própria (baixa auto-estima). Seu esposo é bonitão, de meia idade, sempre amigo de todos ( e todas...), e isso cria nela uma necessidade de justificar seus pensamentos (seus? sempre tem encosto nesses casos...).

A esposa então põe para dentro da relação uma "prosti", encenada pela (maravilhosa) Amanda Seyfried, dublê da (mais maravilhosa) Scarlett Johansson. Acho que a produção do filme não teve cacife para bancar os lábios carnudos originais e os olhos verdes da Scarlett Johansson, e se contentou com a Amanda Seyfried, que mesmo assim foi bem no filme, mesmo com seu sorriso falso e seu olhar de peixe morto.

Então a prosti transa com todo mundo: com o marido (ele disse que não, mas só uma esposa ciumenta babaca arrependida acreditaria nisso), com o filho adolescente (na cama da mãe, realizando uma fantasia de todo filho) e até com a mãe, numa relação lesbian pouco chique.

No final a prosti morre caindo da janela, e parece que tudo fica bem. Pobre prosti: ela só queria a vida material que a outra mulher tinha. Ilusion world...

Resumo: uma draminha tipo o mostrado no fime Closer, mas não tão horrível quanto ele. "O Preço da Traição" peca também pelos seus clichês, como a "loura que surta" (Como em Atração Fatal), a cena tensa com o prendedor de cabelo (também como o picador de gelo de Instinto Selvagem), e outras bobagens já vistas na telona.

Dizem que "esposa é igual piscina, pois o que você gasta em manutenção não vale o tempo que você fica dentro", mas "O Preço da Traição" sempre é mais alto. Believe me.

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Sobre este Artigo

Esta página contêm um artigo escrito por Vicente L. C. Rubino, publicado em maio 27, 2010 2:25 PM.

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