Sempre gostei de fábulas. Talvez fruto das leituras de Monteiro Lobato em minha infância, talvez fruto das estórias que ouvia de meu pai.
Uma fábula que sempre me chamou a atenção foi a "Lenda do Escorpião e do Cisne", na qual o Escorpião pede carona ao Cisne para cruzar o rio, e no meio da travessia, o Escorpião crava seu ferrão venenoso no seu benfeitor, que ao se paralisar com o veneno reclama: "por que fez isso, não vês que nos afogaremos e morreremos os dois..." E o Cisne: "Nada posso fazer, é da minha natureza...".
Nunca entendi bem qual a moral da estória, na verdade, nunca aceitei isso muito bem: faça o bem e se dane?
Felizmente achei outra fábula na internet sobre escorpiões com uma lição mais adequada:
Um mestre oriental viu um escorpião que estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e de novo o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
"Desculpa-me mas o senhor é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da agua ele irá picá-lo?"
O mestre respondeu: "A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha que é ajudar."
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.
"Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções".

