
Assisti hoje ao filme "Closer - Perto Demais". Quatro pessoas e seus relacionamentos: Alice - a inconsequente , Dan - o fraco, Anna - a depressiva e Larry - o troglodita inescrupuloso.
Como relações que começam mal podem terminar bem? Junte-se dois babacas que perdem tempo com sexo virtual pela web, e que depois protagonizam uma competição absurda de quem trepa melhor, uma ex-stripper que abusa de seu poder de sedução "angelical" na rua e nas casas noturnas; e uma fotógrafa divorciada que adora justificar a sua infelicidade. O resultado: Dois "triângulos desamorosos". Idealizações e desidealização a cada 15 minutos. Términos, reinícios, perdões falsos e falta de amor próprio. Tudo como é a vida fora da grande tela.
Por isso esse filme é tão implacável. Na saída encontrei com a Carol e ao perguntarmos um ao outro o que achamos do filme, não falamos nada: apenas fizemos mímicas de estarmos nos esfaqueando. Esse filme é uma facada no rim.
O filme é muito bom. Os diálogos são ágeis, num ping-pong de sentimentos arremessados para cá e para lá. Linguagem direta e forte. Metáforas dissimulando agressões e agressões sem metáforas.
A atuação dos atores é excelente. Clive Owen (Larry) para mim arrasou. O cara é o intérprete perfeito para o troglodita inescrupuloso. Achei-o parecido com o Nicolas Cages nas cenas que ele arregala o olho com raiva. A Julia Roberts (Anna) também mandou bem no papel de depremidona: a cena que ela confessa detalhes sórdidos de sua relação com o outro é uma experiência que incomoda. A Natalie Portman (Alice) estava excelente na boate (eheheh) e o mais fraco foi.... o mais fraco: Jude Law (Dan).
Esse filme, junto com "Encontros e Desencontros" e "O Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" completam a minha trilogia "do coração" de filmes sobre relacionamentos imperfeitos.
Depois do filme, a Nadime me disse que "as vezes vivemos toda uma vida com alguém sem saber realmente com quem estávamos vivendo". Viva as máscaras do Ego e a nossa idealização atuando em conjunto. A culpa é de quem? Ninguém tem razão mesmo.
Como prosseguir bem em uma relação? O segredo talvez seja começar bem uma relação. Digamos começar bem em "110 %"...

Comentários (2)
oi rubino,
bacana, gostei do post.
ainda tô digerindo o filme... punkito, né?
beijo.
Escrito por Carol | janeiro 24, 2005 1:48 PM
Publicado em janeiro 24, 2005 13:48
Rubino,
Gostei muito deste filme tanto pelos conflitos como pelo desempenho dos atores, o Clive Owens é o destaque, este inglês já incorporou outro médico em "Amor sem Fronteiras" com a Angelina Jolie numa mostra chocante sobre os famintos e despatriados da África ( a Angelina mudou sua vida após rodar este) filme forte e triste mas vale a pena conferir. Vou ver em DVD o C. Owens em " Crupiê - A vida em jogo". Em "Closer" uma das cenas que mais me tocou foi o instante que a Alice descobre que não ama mais o Dan..... na vida também é assim, existem situações tão definitivas que se tornam pontos sem retorno. O começo do filme, aquela música, o slow motion, a troca de olhares foi sublime.
beijos
Escrito por Nádia | janeiro 26, 2005 11:38 AM
Publicado em janeiro 26, 2005 11:38