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Are you Experienced?

Estar antenado com o Momento é muito importante. Ruim de quem só vive no passado... Mas poder contextualizar é muito importante também. As referências te fornecem bases para o melhor entendimento do cenário atual, além de ser sempre legal conhecer as coisas como elas já foram, como são, e portanto para onde podem ir...

Estamos falando muito de psicodelia, de psy trance. Falamos de culturas indianas, falamos dos novos hippies, de música eletrônica e efeitos sonoros...

Contextualizemos portanto, um cara que é precursor de tudo isso, que pouca gente atualmente ouve ou já ouviu... Jimi Hendrix é esse cara.


[clique para de deliciar com os detalhes]

Olhem para a capa desse disco. Perfeita... Toda a psicodelia da época do pós-guerra (estamos falando de 1967 aqui...), com a mais avançada pesquisa musical de efeitos distorcidos e amplificados, com uma música executada por alguém da mais perfeita técnica da guitarra e com a mais profunda interpretação vocal...


"Tenho pensado sobre o futuro. Esta era de música que os Beatles deflagraram, está terminando. Alguma coisa nova virá e Jimi Hendrix estará lá." (Entrevista ao jornal Melody Maker, setembro 1970.)

Jimi Hendrix está no Psytrance, mesmo que nem você, nem eu, ou nem ele saibamos...
(Rubis)

Continue lendo sobre a estória de Jimi Hendrix abaixo:

James Marshall Hendrix nasceu às 10h15 da manhã de 27 de novembro de 1942, em Seattle, Washington, filho de Al Hendrix e Lucille Jeter. Al dava duro como jardineiro para criar o pequeno Jimi e o caçula Leon, pois Lucille - uma apaixonada por dança e música - os abandonou quando Jimi tinha 6 anos. Aos 11 anos, Jimi ganhou do pai um violão acústico, com o qual ele passava horas imitando - cada vez melhor - o som que ouvia nos discos de cantores de blues como Muddy Waters, B. B. King e de roqueiros negros como Chuck Berry. Mais tarde, ganhou uma guitarra barata, de segunda mão. O seu autodidatismo gerou um estilo nada ortodoxo, pois tocava uma guitarra direita com a canhota.

Aos dezoito anos, alistou-se no exército e foi servir como pára-quedista numa base ao sul dos Estados Unidos. Segundo ele, o prazer não era saltar, mas tocar o solo de novo, inteiro. Durante a época de exército, chegou a ter um pequeno grupo, com o qual tocava e ganhava algum dinheiro animando festinhas.

Em seu 26º salto, acabou fraturando o tornozelo e resolveu pedir baixa. Hendrix botou o pé na estrada como guitarrista e, mais tarde, como cantor de blues. Por algum tempo, rodou pelo país tocando aqui e alí. Chegou a tocar alguns meses com Little Richard, que anos depois, diria:
- Jimi Hendrix já era uma estrela quando veio trabalhar comigo.
Mas, na época, notando que Jimi começava a se destacar nas apresentações, Richard explodiu:
- Eu sou o Maior! Eu sou o Rei do Rock! Só eu tenho o direito de brilhar em meus shows...

Em 1966, enquanto tocava como Jimmy James em um Café no Greenwich Village, em Nova York, Hendrix é ouvido por Linda Keith, que acompanhava o stone Keith Richards. Linda sentiu o potencial de Jimi e ligou para seu amigo Chas Chandler, baixista do Animals, que iniciava a carreira de empresário.

Em setembro de 1966, Jimi e Chas pegavam um avião para Londres. Lá, Jimmy James se transforma em Jimi Hendrix e ganha um baixista e um baterista para completar o trio: Noel Redding e Mitch Mitchell. Chas sugere o nome "The Jimi Hendrix Experience" para o grupo. Um cuidado especial é dedicado ao visual do trio, com vestimentas cada vez mais ousadas, uniformes antigos com franjas e galões dourados, coletes marroquinos, calças de veludo ou de cetim, tudo em cores vivas, cravejado de pedrarias, as cabeleiras enormes, com o afro eriçado coroando a cabeça de Hendrix. Sai então o primeiro compacto, "Hey Joe", estória de um homem que mata sua mulher a tiros. "Joe" começa a aparecer nas paradas no início de 67. O Jimi Hendrix Experience começa a rodar pela Europa.

O visual de suas apresentações vai se enriquecendo, com o sacrifício das guitarras (fogo, destruição). Jimi mantém um relacionamento quase sexual com a guitarra. Além das contorções corporais, ele joga com as distorções sonoras, arrancando notas incríveis da guitarra, que às vezes parece tocar sozinha, envenenada por uma quantidade de novos recursos eletrônicos. Hendrix vinha a inverter todos os valores musicais vigentes até então. Historicamente, a música era um mero apoio para as letras das canções, nas quais se concentrava toda a força expressiva do rock. Hendrix colocava toda a sua criatividade em suas proezas instrumentais, no blues eletrônico com que começava a explorar um espaço novo e fantástico.

Suas letras e vocais eram apenas um complemento para suas construções musicais, tanto que, em seus discos, as letras nunca vinham impressas na contracapa.

Depois de sua explosão no Festival de Monterey de 1967, onde ele deixa a guitarra em cinzas, o ritmo de vida de Jimi Hendrix, que já era rápido, se torna alucinante: espetáculos, gravações, turnês e entrevistas.

Em setembro, sai seu primeiro LP nos Estados Unidos, Are You Experienced? Em fevereiro de 1968, é lançado seu segundo LP Axis: Bold As Love. Jimi volta a Seattle e revê o pai pela primeira vez desde que saiu de casa.

Jimi admitia recorrer com frequência ao LSD para "abrir a experiência" e apelava para uma quantidade de excitantes e tranqüilizantes que, misturados com a bebida, formavam uma combinação explosiva.

Ainda em 1968, Jimi foi detido no aeroporto de Toronto, acusado de portar haxixe e heroína, mas alegou ser um flagrante encenado pela própria polícia, para afugentar os hippies e os desertores americanos que atravessavam a fronteira canadense em números cada vez maiores. Em novembro é lançado mais um disco: Electric Ladyland.

Um dos últimos momentos de glória de Jimi foi no Festival de Woodstock, em agosto de 1969. Meio milhão de jovens já tinham vivido seus "três dias de paz e música" quando chegou a sua vez de subir ao palco. Um imenso sol alaranjado iluminava a manhã de segunda-feira enquanto aquele deus negro de roupas exóticas arrancava ruídos torturados da sua guitarra - explosões de bombas, granadas, rajadas de metralhadoras, silvos de jatos e o ronco dos helicópteros na selva - em sua interpretação nada ortodoxa do hino nacional dos Estados Unidos, "The Star Spangled Banner". O Vietnã estava a milhares de quilômetros de distância, mas Jimi Hendrix soube dar a sua mensagem com o poder da sua música.

No dia 31 de dezembro de 1969, Hendrix, com um novo grupo, o Band of Gypsys, tocam no Filmore East de Nova York. O concerto saiu no LP Band of Gypsys, seu primeiro disco ao vivo. Em agosto de 1970, logo após a inauguração de seu próprio estúdio de gravação, o Electric Lady, em Nova Iork, Jimi se apresenta no Festival da Ilha de Wight, na Inglaterra.

Às 10h30 da manhã do dia 18 de setembro de 1970, Hendrix é encontrado inconsciente no quarto de um hotel de Londres por sua namorada alemã Monika Danneman. Levado por uma ambulância, chegou sem vida ao St. Mary's Abbot Hospital. O laudo médico dizia: "Morte por sufocação causada pela inalação de vômito após intoxicação por barbitúricos."
Numa tarde clara e fresca em que soprava o vento frio do Pacífico Norte, James Marshall Hendrix, enfim, voltava pra casa...

(material do site http://minerva.ufpel.edu.br/~castro/hendrix.htm)

Comentários (2)

Não conhecia sua biografia. Brigada, amigo, por pô-la em frente aos meus olhos.

Sem mais, só me lembra pra te mostrar uma coisinha hoje a noite...

Paty:

E salve o grande mestre :)
Vale a pena dar uma conferida no Raibown Bridge (Um filminho que é o OH! da psicodelia com o Jimmy)
Ai fica a dica para aqueles que ainda não assistiram :)
Ameiiii a capa...thanks
bjnhs

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