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"São duas horas da madrugada. Uma vela em meu quarto crepita languidamente exalando uma fuligem de ébano que se deposita em nossa mente, fazendo-me voltar"...
O tunel se abre. Mergulho nele. Passagem interdimensional. A viagem parece durar toda uma existência, mas também é algo que é simultâneo, que já está ali.
A percepção de familiaridade vem. Tudo é perfeito. Tudo está em ordem.
Minha tarefa não é lá. É aqui. Sou sugado de volta instantâneamente.
"Uma leve brisa entra pela janela, apagando a vela. Nunca saberemos quem somos e para onde teríamos ido".
Não estamos aqui para nada. Não estamos aqui por acaso. Viemos aqui para uma Missão. Faça valer e cumpra a Sua.
(Os trechos em itálico foram retirados de memória de minha redação para o vestibular de Engenharia Naval na USP. Tirei 10.)

