Estamos assistindo sem ação ao mais devastador dos acontecimentos já ocorridos com a humanidade: o terrorismo e a crescente repressão judáico-ocidental ao oriente.
Americanos foram linchados, esquartejados, queimados e pendurados em praça pública na cidade de Fallujah, no Iraque. Em represária, a cidade foi cercada, sitiada e centenas de civis foram mortos.
Hoje no site do Terra está a manchete: "Pelo menos 300 iraquianos morreram nos combates entre as tropas norte-americanas e os rebeldes na cidade de Fallujah (oeste de Bagdá) desde a noite de terça-feira, informou o canal de televisão do Qatar Al-Jazira, citando fontes hospitalares. Os confrontos nessa cidade sunita rebelde deixaram mais de 500 feridos, de acordo com o último balanço fornecido por um correspondente da televisão na cidade. De acordo com o jornalista, estes números podem aumentar, pois centenas de famílias estão enterrando seus mortos sem registrá-los, porque os enfrentamentos continuam. O saldo de vítimas divulgado anteriormente era de 105 mortos e mais de 200 feridos, desde terça-feira à noite".
Ao mesmo tempo na CNN: "The top U.S. general said today coalition forces were making strides in crushing the militia of Shiite cleric Muqtada al-Sadr throughout Iraq and retaking the city of Fallujah. But the gains have come at a cost. Six more service members died over the past two days, the coalition said. "We're facing an enemy that's unafraid to fight from behind women and children, from occupied apartment buildings, from protected sites," said a Marine officer in Fallujah".
Ou seja, nenhuma palavra sobre o massacre de civis, apenas realçando a morte de seis soldados americanos e classificando os iraquianos como "inimigos que não tem medo de lutar atrás de mulheres e crianças". Logo como o inimigo não tem medo de lutar atrás de mulheres e crianças, nós não teremos medo de matar essas mesmas mulheres e crianças, deve ter pensado tão ilustre "top U.S. General".
Nas linhas acima restringi-me aos fatos - agora vou "mais embaixo"...
"O MAL não é a conquista do poder, e sim a expressão do poder. O MAL é o reconhecimento forçado de um título, e nesse particular reside a contradição do MAL, pois o reconhecimento não pode ser forçado.
O MAL nunca tem a intenção de ser mal. Por isso a contradição inerente de todo o MAL é que ele tem origem no desejo de eliminar o MAL.
O MAL surge da respeitada crença de que a história pode ser corrigida, levada a uma conclusão sensata. É maléfico agir como se o passado nos estivesse conduzindo a um fim que pode ser especificado. É maléfico presumir que o passado só fará sentido se o levarnos para um resultado que temos claramente em nossa vista. É maléfico para uma nação acreditar que ela é "a melhor e última esperança da Terra". Sua história não me pertence. Vivemos uns com os outros numa história comum. (James P. Carse - 2003)".
Para terminar esse longo artigo que infelizmente apenas alguns terão a vontade ou o tempo necessário para ler, reproduzo o artigo do Arnaldo Jabor dessa semana no Jornal da Globo, que também fala sobre o MAL:
"O que os olhos não viam o coração americano não sentia. Agora que os corpos americanos foram pendurados na ponte, feito Judas no sábado de aleluia feitos espantalhos sangrentos, a América está se horrorizando com essa guerra suja, esse conto do vigário de Bush.
Antes do 11 de setembro, a gang Bush só queria vender a nação o ridículo guarda chuva antimíssil, que custaria mais de 500 bilhões de dólares para nada. Era o projeto querido da industria de armas. Depois do 11 de setembro ninguém foi atrás do Osama. Bush usou o atentado para legitimar seu plano de criar um enclave no Iraque e premiar a indústria de petróleo e armas.
Estamos assistindo a uma das mais repulsivas ações políticas desde Hitler e este era um louco num pais destruído pela 1a. Guerra, pela hiperinflação e o rancor.
Bush acabou com a paz, dividiu o ocidente, estimula o terror e sujou o nome da América apenas por interesses comerciais e obsessões de fanáticos. Não estamos vendo uma guerra. Estamos vendo um dos maiores negócios da história.
Esperemos que os corpos em pedaços sirvam para espantar os urubus republicanos. Bush re-eleito será um terrível perigo para a humanidade".