
[clique para ver as fotos!!!]
"Ninguém chega diante de um Portal sem ter feito uma caminhada prévia.
Portanto, cruzar um Portal é apenas uma consequência.
Mas ainda assim, o ato de cruzar ou de simplesmente ficar parado na entrada, é o fruto do teu livre arbítrio..."
Rubis
A imprevisibilidade do local das festas psy é algo que me atrai. Como eu sempre chego sozinho e na alta madrugada, as ruas e os locais estão desertos e tem que se guiar pelo instinto e pela audição para chegar no lugar certo. Nessa madrugada, como sempre, me perdi um pouco, mas achei o "Portal". Foi em um Galpão de CTG (Centro de Tradições Gaúchas) ao lado do IBGE no Parque da Harmonia, em Porto Alegre / Tchê.
Logo na entrada avistei o Roma. Ele, ao me ver com o case de CDs (do Fabs) embaixo do braço me perguntou se eu ia tocar. Respondi um "Bem que eu queria...". Mas o meu negócio ainda é o Live Act e como DJ sou adepto do notebook com o software Traktor, e nada de CD e CDJ's...

[clique para ver o vídeo 1]
NOVA DA MANHÃ E NINGUEM QUER PARAR
Estava com bastante expectativas com a decoração, e elas não foram decepcionadas. Os caras transformaram um galpão de CTG num autêntico (???) "Portal Cósmico". Muita arte e psicodelia por todos os cantos. Estava lindíssimo o lugar. Acho que não deveria ser retirada a decoração depois da festa, pois assim muita gauchada ia ser convertida... "Mas que barbaridade psicodélica, tchê!" - exclamariam os peões e as prendas.
Para mim que cheguei tarde (5 da matina), logo nasceu o dia e a luminosidade foi rapidamente aumentando ao surgirem as presenças das áureas claras das parcerias do Calliari, da Aninha, do Fábio Ssoniq, da Thaís (que tinha chegado lá a uma da manhã), do Ismael (que fez um SUPER chill out com músicas nacionais "crasse"), da Danizinha... ufa... tantas pessoas... Está cada vez mais arriscado mencionar nomes, por que sempre se esquece de alguém importante, ou pode se trocar algum nome... ai ai ai... (se eu te esqueci, escreve no Comments reclamando, ok?). Nessa festa conheci, entre tantos, a Karina (ela disse que eu sou um amor, mas um amor é ela!) e a Raquel (exímia com os malabares).
Já estava bem claro o dia, mas estava nublado e o sol não apareceu, talvez pela ausência da luz da Anaí, da Tiza, da Cristixa e do N'Joel, que estavam brilhando na Praia do Rosa. Uma parte de meus pensamentos estavam com eles também.

[clique para ver o vídeo 2]
COMUNHÃO TRANCENDENTAL
Minha amiga Danielle, que "ainda" não frequenta as festas, mas adora dançar, ao ouvir as músicas no meu Astra-o-nave disse que o psytrance mexe com as pessoas por causa do efeitos sonoros e do ritmo hipnótico. Palavra de psycóloga, heim!!!
Quem não curte o psy me diz que o som é previsível, e as linhas de baixo são "blasé". Eh vero, o psytrance não é ambicioso na forma, como é o Drum'n'Bass, mas é perfeito no conteúdo. O psy age no nível do cérebro "reptiliano", no hipotálamo das pessoas, resgatando os seus instintos e o senso de grupo, de tribo. Não é necessário processar nada: nenhuma letra, nehuma mensagem codificada, nenhuma metáfora é necessária no psytrance: não é necessário usar o córtex cerebral e suas comparações. O córtex cerebral (telencéfalo) é a Mente, a limitada Mente, fantoche do Ego e prisão do Eu Interior. Por isso o psy te liberta e te abre para a Meditação. (voltando da viagem pregatória de quem fez pós-graduação em Inteligência Artificial com Aplicações de Redes Neurais: eu mesmo: moá!...)

[clique para ver o vídeo 3]
NO CAMINHO DO BEM
Dentro do galpão, no chill out, no arredores, a energia e a comunhão eram totais. Todos com a mesma direção e sentido. A Aninha falou que seria o Paraiso se todos fossem para algum lugar onde moraríamos juntos. Fiquei imaginando quem teria cara de gostar de lavar louça...
Lá pelas dez da manhã, depois de dançar muito, a galera foi se recolhendo para o chill out, onde o Ssoniq comandava um progressive trance. Hora de relaxar pessoal... Inspirar, inspirar e expirar...
Eu estava cansado. O meu Ego não encontrou o seu espaço dentro do chill out. Talvez tenha sido esse o maior aprendizado que levo para processar. Saí, sem falar "tchau", me despedindo mentalmente com um "até breve!".
"Nessa vida somos todos Neófitos: temos ainda muitos Portais a cruzar. Mas para isso temos que vivenciar, processar e aprender... sempre!"
Rubis again