Chandra observa Lú brincando com Sirius e fica visivelmente mexida. Rubis vai consolá-lá:
- Chandrinha, se você for boazinha, um dia você pode vir ao mundo como um bebezinho, assim como o Sirius...
- Um dia quando, Rubis? Você sabe que eu sou uma lhasinha-apso, e lá na minha terra, Lhasa, no Nepal, todos somos budistas tibetanos e conhecemos muito bem os ciclos reencarnatórios...
- Ah, Chandra. Então bem sabes que é um processo lento. Talvez ainda algumas vidas, algumas encarnações...
- Quantas vida ainda eu tenho que cumprir como cachorro em minha eterna existência, Rubis?
- Está vendo aquele formigueiro alí? Então, para cada formiguinha corresponde a uma vida a mais de cachorro que você irá ter que passar...
- Só isso?
E Chandra Kandi começou naquele instante a falar gugu-dadá. Ela, em súbita epifania, recebera uma alma humana.

















